



Nome: Simplesmente Marcos...
Idade: 19 anos
Signo: Virgem
Bairro: Tatuapé (SP)
Cor: Laranja e Azul-escuro
Filme: Agora e sempre, 10 coisas
que odeio em você, 6º sentido e
Simples como amar.
Amigos: Primo, Jé, Dú, Rô, Alê,
Camilinha, Mau, Carlinha, JG, Flá,
Escorpiana e muitos outros!!!
Uma frase: Un souvenir heureux
est peut-être sur terre plus vrai que
le bonheur (A. de Musset)
Músicas: Just the way you are,
Mon mec a moi e muitas brasileiras!
Um amor: O amor não existe.
Um sonho: Ter saúde e paz de espírito,
pois sou forte o suficiente pra chegar até meus
objetivos de vida e alcançar a felicidade.
Um acerto: Ter perdido a virgindade!
Um erro: Ter nascido, acredito eu!





Quando eu sonhava,
Era assim que nos meus sonhos o via;
E era assim que me fugia...
Apenas eu despertava,
Essa imagem fugidia
Que nunca pude alcançar.
Agora, que estou desperto,
Agora o vejo fixar...
Para quê? - Quando era vaga,
Uma idéia, um pensamento,
Um raio de estrela incerto
No imenso firmamento,
Uma quimera, um vão sonho,
Eu sonhava, - mas vivia:
Prazer não sabia o que era,
Mas a dor, eu não conhecia...










<  Que verbo define você?
 Que gay famoso você é?
 Que perfume você é?
 Quem é você em Sex and the City?
 Você é anti- social?

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Domingo, Maio 23, 2004
Durante muitos anos, eu pensava em mim, pensando nos outros. Pensava ser necessário vencer para não fazer vergonha em casa, eu teria que ser sempre certa, correta, exata. Assim daria orgulho aos meus pais, seria tida como exemplo, minha família ganharia pontos nas festas de fim de ano.
Com o tempo, comecei a perceber que minha felicidade nem sempre estava dentro do contexto de acerto do que esperavam de mim. Era o início do conflito. Eu seria feliz para agradar a mim, ou seria feliz para manter minha promessa de receber somente elogios na festinha de fim de ano da família?
Os comentários paternos em casa sempre me fizeram acreditar na felicidade profissional da liberdade: "Felicidade não é só dinheiro, minha filha. Felicidade vai ser você ter o prazer de realizar um trabalho prazeroso, ganhando para isso e tendo muitas histórias para contar". Em algumas dessas conversas com meu pai, eu tinha vontade de gritar e dizer: "por isso não quero fazer concurso público, por isso quero viver de teatro. Por isso dividir meu tempo com ensaio, textos e com a minha arte". Durante algum tempo, confesso minha máxima culpa, fiquei lá sendo um pouco atriz, prometendo trabalhar seriamente no jornalismo sério. E assim, minha família me incluía nos comentários de fim de ano com a seguinte observação: "Essa menina tem futuro!"
E eu? E o que eu realmente gostava de fazer? Lá estavam duas pessoas em uma. A primeira atuava em teatro nos finais de semana, era feliz demais no palco, adorava o camarim, olhar a platéia, o rosto desconhecido que assiste você com olhar carinhoso. Meu segundo eu, esse carrancudo, parecia rascunho do primeiro, colocava sapato apertado de salto alto e usava blazer, tudo que mais detesto, e encenava ser uma jornalista feliz. Era possível até me ver, tentando provar que tinha capacidade de falar sobre PIB, renda per capita, orçamento, gasto social...
Mas no fundo, no fundo, ao chegar em casa, ao tirar o blazer, o sapato apertado, eu descobria que precisava tirar muito mais do que uma roupa física, era necessário desnudar minha alma, assumir meu desejo pela arte e viver como sempre quis. Mesmo tendo cursado jornalismo, e não me arrependo disso, hoje trabalho com a escrita de forma alternativa. Gosto de escrever, de questionar, de produzir a combinação de palavras que possa fazer o outro pensar. Não quero mais produzir notícia, quero estar dentro dela, sendo capaz de aparecer como autora, como artista, como criadora.
Não sei ao certo quando dei meu grito de misericórdia. Ou, talvez, isso nunca tenha acontecido, eu esteja apenas imaginando uma dessas cenas que toda a família está reunida na festinha de fim de ano e você diz: "não quero ser o que esperam de mim. Quero ser aquilo que nem eu esperava ser!". Pronto, a família toda chorando, a vovó querendo desmaiar, cai de pernas para o alto, a calcinha parecendo: "Artista, meu Deus!". O fato é que hoje não sou mais quem era, ficou apenas uma dessas duas pessoas em mim. Alguns notaram, outros não entenderam bem o que quero ser quando crescer, acho que não vou crescer nunca, e me aconselharam a voltar atrás. Passo dado, assunto encerrado.
Tirar a roupa na frente de mim, conhecer mais do meu corpo real, sem máscara, meu próprio mar, meu céu, minhas terras. Posso ser feliz me realizando sem rótulos. Não sou só jornalista, não sou só atriz. E me deixem assim. Sou artista, sou eu da forma que realmente quero e não da forma que as pessoas querem que eu seja. Felicidade é ser a sua felicidade e não a dos outros.
!V!å®Cø§ 18:04
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Quinta-feira, Abril 15, 2004
Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, diria: "Usem filtro solar". Os benefícios, a longo prazo, do uso do filtro foram cientificamente provados. Os demais conselhos que dou baseiam-se unicamente em minha própria experiência.
Desfrute do poder e da beleza de sua juventude. Oh, esqueça. Você só vai compreender o poder e a beleza de sua juventude quando já tiverem desaparecido. Mas, acredite em mim. Dentro de vinte anos, você olhará suas fotos e compreenderá, de um jeito que não pode compreender agora, quantas oportunidades se abriram para você e como você era realmente incrível.
Você não é tão gordo (a) quanto você imagina. Não se preocupe com o futuro. Ou se preocupe, se quiser, sabendo que a preocupação é tão eficaz quanto resolver uma equação de álgebra mascando chiclete. É quase certo que os problemas que realmente tem importância em sua vida são aqueles que nunca passaram por sua mente, tipo aqueles que tomam conta de você às 4 da tarde em alguma terça-feira ociosa.
Todos os dias, faça alguma coisa que te assusta. Cante. Não trate os sentimentos alheios de forma irresponsável. Não tolere aqueles que agem de forma irresponsável em relação a você. Relaxe. Não perca tempo com a inveja. Algumas vezes você ganha, algumas vezes você perde. A corrida é longa, e no final, tem que contar só com você.
Lembre-se dos elogios que recebe. Esqueça os insultos. (Se conseguir fazer isso, me diga como).
Guarde suas cartas de amor. Jogue fora seus velhos extratos bancários.
Justique-se. Não tenha sentimento de culpa se não sabe muito bem o que quer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham, aos 22 anos, nenhuma idéia do que fariam da vida. Algumas das pessoas interessantes de 40 anos que conheço ainda não sabem. Tome bastante cálcio. Cuide de seus joelhos. Você sentirá falta deles quando não funcionarem mais.
Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance uma valsinha quando fizer 75 anos de casamento.
O que quer que faça, não se orgulhe nem se critique demais. Todas suas escolhas têm 50% de chances de dar certo. Como as escolhas de todo mundo.
Curta seu corpo da maneira que puder. Não tenha medo dele, ou do que as outras pessoas pensam dele. Ele é seu maior instrumento.
Dance, mesmo que o único lugar que você tenha para dançar seja sua sala de estar. Leia todas as instruções, mesmo que você não as siga. Não leia revistas de beleza. A única coisa que elas fazem é mostrar você como uma pessoa feia.
Saiba entender seus pais. Você nunca sabe a falta que vai sentir quando eles partirem. Seja agradável com seus irmãos. Eles são seu melhor vínculo com o passado e aqueles que, no futuro, provavelmente nunca te deixarão na mão.
Entenda que amigos vão e vem, mas que os que realmente importam, você mantém. Trabalhe duro para transpor os obstáculos geográficos e da vida, porque quanto mais você envelhece mais precisa das pessoas que conheceu na juventude.
More em Nova York, mas mude-se antes que a cidade transforma você em uma pessoa dura. More no Norte da Califórnia, mas mude-se antes de tornar-se uma pessoa muito mole. Viaje.
Aceite certas verdades eternas: os preços sempre vão subir; os políticos vão mentir; você também vai envelhecer. E quando envelhecer vai fantasiar que, quando você era jovem, os preços eram acessíveis, os políticos eram nobres de alma e as crianças respeitavam os mais velhos. Respeite as pessoas mais velhas.
Não espere o apoio de ninguém. Talvez você tenha uma aposentadoria. Talvez tenha um cônjuge rico. Mas, você nunca sabe quando um ou outro pode desaparecer.
Não mexa muito em seu cabelo. Senão, quando tiver quarenta anos, vai ficar com a aparência de oitenta e cinco.
Tenha cuidado com as pessoas que lhe dão conselhos, mas seja paciente com elas. Conselho é uma forma de nostalgia. Dar conselho é uma forma de resgatar o passado da lata de lixo, limpá-lo, esconder as partes feias e oferecê-lo por um preço maior do que realmente vale.
Mas acredite em mim quando falo do filtro solar...
!V!å®Cø§ 00:37
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Sexta-feira, Março 19, 2004
Gravura
Longe de mim...
Para além dos edifícios de Botafogo e da Tijuca,
Para além do Méier, de Madureira, de Bangu...
Vencida a última casa na periferia do Rio.
Longe...
Para além dos espantosos rochedos da serra das Araras
Para além dos vales e campos cultivados,
Municípios e cidades.
Longe...
Longe de mim,
No coração de São Paulo,
Dorme você a esta hora
(quatro e quinze da manhã)
Com seus louros e longos cabelos...
!V!å®Cø§ 01:28
:
Terça-feira, Março 09, 2004
Em homenagem ao dia 08 aí vai este texto!!
Nós ? Complicadas ?
Se a gente se insinua, é uma mulher atirada;
Se a gente fica na da gente, tá dando uma de difícil.
Se a gente aceita transar no início do relacionamento, é uma mulher fácil;
Se a gente não quer ainda, tá fazendo cu doce.
Se a gente põe limitações no namoro, é autoritária;
Se concorda com o que o namorado diz, é uma lesa.
Se a mulher batalha por estudos e profissões, é uma ambiciosa;
Se não tá nem aí pra isso, é dondoca.
Se a gente adora falar em política e economia, é feminista;
Se não se liga nesses assuntos, é desenformada.
Se a mulher corre pra matar uma barata, não é feminina;
Se corre de uma barata, é uma medrosa.
Se a gente aceita tudo na cama, é vulgar;
Se não aceita, é fresca.
Se a gente adora roupas e cosméticos, é fútil;
Se não gosta, é desleixada.
Se a gente se chateia com alguma atitude dele, é uma mulher mimada;
Se aceita tudo o que ele faz, é porque tá no papo.
Se a gente quer ter 4 filhos, é uma inconseqüente maluca.
Se só quer ter 1, não tem senso maternal.
Se a gente gosta de embalo, é uma roqueira doida;
Se gosta de música light, é uma romântica sem graça.
Se a gente usa sainha curta, também é vulgar;
Se usa roupa composta, é crente.
Se a gente tá branca, ele diz pra gente pegar uma corzinha;
Se tá bem bronzeada, ele olha pra primeira loira que passa que, normalmente, é branca.
Se a gente faz cena de ciúme, é uma neurótica;
Se não faz, não sabe defender seu amor.
Se a gente fala mais alto que ele, é uma descontrolada;
Se a gente fala mais baixo, é subserviente.
E depois vem dizer que mulher é que é complicada!!
!V!å®Cø§ 00:38
:
Quinta-feira, Fevereiro 26, 2004
FELICIDADE REALISTA
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável... Mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre; queremos além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema; queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor...
Não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno!!!
Queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão! Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante pode, ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio; hora de acordar... É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Ela transmite paz e não sentimentos fortes que nos atormentam e provocam inquietude no nosso coração. Isto pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade...
!V!å®Cø§ 23:31
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Terça-feira, Fevereiro 17, 2004
JUST THE WAY YOU ARE
Don't go changing, to try and please me
You never let me down before
Don't imagine you're too familiar
And I don't see you anymore
I wouldn't leave you in times of trouble
We never could have come this far
I took the good times, I'll take the bad times
I'll take you just the way you are
Don't go trying some new fashion
Don't change the color of your hair
You always have my unspoken passion
Although I might not seem to care
I don't want clever conversation
I never want to work that hard
I just want someone that I can talk to
I want you just the way you are.
I need to know that you will always be
The same old someone that I knew
What will it take till you believe in me
The way that I believe in you.
I said I love you and that's forever
And this I promise from my heart
I could not love you any better
I love you just the way you are.
!V!å®Cø§ 00:29
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Domingo, Fevereiro 15, 2004
Amores mal resolvidos . . .
Olhe para um lugar onde tenha muita gente: uma praia num domingo de 40º, uma estação de metrô, a rua principal do centro da cidade. Metade deste povaréu sofre de dor de cotovelo. Alguns trazem dores recentes, outros trazem uma dor de estimação, mas o certo é que grande parte desses rostos anônimos tem um amor mal resolvido,
uma paixão que não se evaporou completamente, mesmo que já estejam em outra relação.
Por que isso acontece? Tenho uma teoria, ainda que eu seja tudo, menos teórico no assunto. Acho que as pessoas não gastam seu amor. Isso mesmo. Os amores que ficam nos assombrando não foram amores consumidos até o fim.
Você sabe, o amor acaba. É mentira dizer que não. Uns acabam cedo, outros levam 10 ou 20 anos para terminar, talvez até mais. Mas um dia acaba e se transforma em outra coisa: lembranças, amizade, parceira, e essa transição não é dolorida se o amor for devorado até o fim.
Dor de cotovelo é quando o amor é interrompido antes que se esgote. O amor tem que ser vivenciado. Platonismo funciona em novela, mas na vida real tem que ser vivido em sua totalidade. É preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.
Se o amor foi interrompido sem ter atingido o fundo do pote, ficamos imaginando as múltiplas possibilidades de continuidade, tudo o que a gente poderia ter dito e não disse, feito e não fez. Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os
sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade.
Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para ser feliz novamente...
!V!å®Cø§ 05:18
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Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004
Esse poema eu dedico para o tão misterioso "Futuro". Quem é você???Te conheço??? Comece á dar dicas... Tô pasmo com msg que esse cara deixou no post do dia 01/02... Ele jura que já vou ficar encantado de primeira... Vai ter q ralar muuuuiiiiitooooo a bunda no asfalto pra me fazer mudar de opinião!!!!! Bom... Esse poema é pra ele e pra quem quiser.
SAUDADE
Se eu pudesse picar a saudade em mil pedacinhos
depois jogá-la no mar
deixando que as ondas pudessem levar
a angústia que a acompanha
a tristeza que nela se entranha...
Se eu pudesse amassar a saudade
como se ela fosse uma bola de papel
e depois lançá-la ao léu...
Se eu pudesse neutralizar
tanta dor e tanto gostar
por um espaço de tempo
que eu ordenasse ao relógio marcar...
Se eu pudesse eliminar
cada lembrança que o meu coração
triste e em sofreguidão
insiste em ter...
Se eu pudesse de certa fisionomia esquecer,
cheiros, no meu olfato, adulterar
objetos, das minhas vistas, afastar
instantes, da minha memória, deletar...
Se eu pudesse da minha mente apagar
todos os detalhes que me fazem lembrar
que a saudade tão latente
em mim vive a apedrejar...
Se eu pudesse amar
sem certa presença necessitar
ou sem nunca do objeto do meu amor
ter que me afastar...
Se eu pudesse não olhar pra trás
enterrar os dias que já terminaram
celebrar os que restaram...
Se eu pudesse a cruel realidade da ausência enfrentar
sem rios de lágrimas derramar
sem neles afluentes criar...
Se eu pudesse estagnar a saudade
em oceanos congelados
impossíveis de serem navegados...
Se eu pudesse na hora do adeus
descolar do peito o meu coração
e escondê-lo em algum lugar
onde ele não precisasse presenciar
tamanha emoção...
Se eu pudesse ser eu mesmo
tanto na falta
quanto na omissão
que foram impostas ao meu coração...
Se a saudade, diante de tudo isso, tivesse de mim
ao menos um fio de compaixão...
PS- Este blog logo logo virará arquivo pq estao impondo tamanho maximo agora... Passarei o novo link pra vcs brevemente. Comentem, né!
!V!å®Cø§ 03:08
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Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004
ISSO MESMO
Vai acreditando
Que não vivo sem você,
Que você é tudo pra mim...
Vai esperando
Que farei tudo por você,
Que ficarei sempre com você,
Que eu sofro sem você...
Vai achando
Que estou satisfeito,
Que não quero "mais",
Vai pedindo,
Acreditando,
Esperando,
Querendo,
Achando...
Isso mesmo!
Se acha tão importante?
Conhece minha mente?
Sabe o que quero?
Ou o que penso?
Vai desejando...
Passatempo
É o que você é!
Isso mesmo.
!V!å®Cø§ 03:47
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Domingo, Fevereiro 01, 2004
COMO ASSIM???
Acordar acelerado, tropeçando por todos os cantos e estar atrasado na minha vida já é normal. Olho no relógio, faltam exatamente 10 minutos pro meu ônibus passar e eu ainda estou me penteando. O cabelo tá um caos, o topete não pára em pé, eu penso em desistir e ir trabalhar despenteado, enquanto isso, no rádio toca aquela maldita música do Raul Seixas que diz: "Tente outra vez..."
Até que eu tento, mas não dá muito certo. Saio voado de casa, atropelando todo mundo que se atreve á parar na minha frente. Quando chego na avenida, não para de passar carros, nisto o ônibus que eu pego está vindo... O motorista já está até acostumado ter que esperar eu atravessar a avenida e entrar...
Lá vou eu, ouvindo a Nova Brasil FM, pelas ruas de SP... Chegando no inferno chamado Terminal Pq. D. Pedro, saio correndo. Atravesso o camelódromo á mil por hora e chega a pior parte...
O que é aquela 25 de Março? O povo se espremendo, literalmente se roçando... É camelô gritando, tiazinha pechinchando, velhas reclamando e eu correndo feito um desvairado. Logo faço a curva pra Ladeira Porto Geral... A situação não muda, a única diferença são as banquinhas dos perfumes que me distraem e me fazem esquecer que estou atrasado. Sem falar nas drags que estão na Ladeira escolhendo perucas. Luxo!
... Voltando á falar dos perfumes; Como pode um perfume original do Boticário ser vendido por R$20,00 na mão dos tios? Provavelmente os perfumes são roubados, pois garanto que não são falsificados. Mas isso não importa, se é roubado ou não o importante é a economia!...
Puts! Tenho 5 minutos pra chegar na minha mesa! Quem me avisa isso é o sino da igreja do Lgo. São Bento... Entro na Libero Badaró como se eu estivesse participando da Corrida de São Silvestre...
Enfim, chego na porta do prédio. Mais um cigarro jogado fora pela metade ( O FDP não tem amor nem á sua própria saúde e nem ao bolso!). Aquela merda de catraca eletrônica sempre me prende. Porque será que meu cartão magnético de entrada já perdeu o poder magnético dele?
Corro pro elevador, mas sempre tem um imbecil pra entrar no elevador comigo, comentar sobre o tempo e só me atrasar mais... O elevador vai parando de andar em andar... Até chegar no décimo dá tempo de passar uma receita de bolo pra ascensorista!
Ponho o pé dentro da empresa e a uruca já vem em cima. Preciso levar arruda atrás da orelha, viu. Mal entrei já vem uma mala me cumprimentar, ou pedir favor, que é o mais freqüente!
Penso na vida, nas alegrias, nas tristezas, nas dívidas e de repente ouço alguém cantando baixinho: "Deixa a vida me levar, vida leva eu..." Aí o cerco fecha;
Na imensa correria do nosso cotidiano esquecemos da verdadeira essência de tudo. Esquecemos que somos apenas vermes, guiados por certas religiões (que na verdade são apenas suposições), sem termos certeza nenhuma. O dia de amanhã? Não sei! Quando morrerei? Não sei! O que é a morte? Ninguém nunca voltou pra descrevê-la. Será que existe vida após a vida??? Ou será que nossa morte é como uma queda de energia permanente que acaba e pronto?
Temos que aproveitar o hoje. Esquecermos de tudo que é problema e viver uma á uma as situações que a vida nos põe nas mãos. Tudo na vida é uma incerteza...
E é por isso que pergunto baseado nisso e em alguns acontecimentos...
"O que significa isso???"
!V!å®Cø§ 01:55
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